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September 14, 2017
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A importância das mulheres para a informática

A importância das mulheres para a informática

A importância das mulheres para a informática é um assunto que merece toda nossa atenção. Visto que elas tanto contribuíram para o desenvolvimento da T.I e são, muitas vezes, colocadas de lado por serem mulher.

Infelizmente, mesmo que indiretamente, a área já é associada a algo mais masculino. Ao contrario do que podem pensar, é uma luta válida, tendo em vista que existem pouquíssimas mulheres no ramo. Para comprovar isto, basta olhar os cursos de Ciências da computação e Sistema da informação. É raro encontrar uma garota nestes cursos. Ou até mesmo nas empresas, onde a maioria dos cargos técnicos são ocupados por homens.

A importância das mulheres no desenvolvimento da Tecnologia

Sempre quando falamos de grandes contribuintes da informatica logo nos vem a mente pessoas como Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckerberg  ou, para aqueles com mais conhecimento, Alan Turing, Linus Torvalds, Marian Rejewski, Claude Shannon e outros. Mas poucos lembram de personalidades como a Condessa de Lovelace, sendo ela considerada a mãe da programação, quando criou o primeiro algoritmo durante o seu trabalho no projeto de Babbage. Este, que é considerado o primeiro algoritmo, permitia a maquina a calcular funções matemáticas e assim, tornou-se uma eterna marca na historia. Ela serve para nos lembrar a importância das mulheres para a tecnologia. Ora, o primeiro algoritmo foi criado por uma mulher!

Com grandes mulheres, vem grandes responsabilidades…

Além da nossa mamãe, podemos citar inúmeras outras, como a irmã Mary Kenneth Keller (Sim, irmã!). Que junto de Irving Tang, veio a ser os primeiros doutores em Ciências da Computação e é, consequentemente, a primeira mulher a ser PhD e Doutora em Ciências da Computação. 

E ainda em termos de pioneirismo, temos ninguém mais e ninguém menos que Grace Hopper! Uma verdadeira porta-bandeira para a tecnologia. Foi a primeira mulher a se formar na Universidade de YALE, uma das criadoras da linguagem COBOL. E por último mas, com certeza, o mais importante, ela criou o famoso termo Bug e Debbuging

E na área dos games, Carol Shaw, a primeira mulher a trabalhar com desenvolvimento de jogos, na famosa Atari

Sendo contratada pela Activision, onde desenvolveu o primeiro sistema de geração procedural de conteúdo. O que tornou a realidade as fases de muitos jogos como o River Raid, onde uma fase nunca era igual a outras possíveis

Contamos também com Frances Allen, a primeira mulher a ganhar o Turing Award devido as suas várias contribuições. Entre seus inúmeros feitos, contamos com 45 anos de IBM, todos os seus serviços prestados para a NSA. E claro, seu trabalho na transposição de computadores “gigantes” para os PC’s (computadores domésticos/pessoais).

Fora todas estas, ainda temos incontáveis nomes, como Karen Sparck Jones, Roberta Williams, Radia Perlman, Adele Goldstine e muitas outras que vem reforçar cada vez mais a importância das mulheres na nossa história.

E isso também conta no Brasil…

Em 1960, a PUC-Rio veio ser a primeira universidade a ter um Departamento de Informática no Brasil. 8 anos depois, a UNICAMP trouxe o primeiro curso superior voltado para a tecnologia, Ciências da Computação. E em 1974, a USP também abriu vagas o mesmo curso.

Neste tempo de novidades, a T.I não conhecida e o mercado para esta área era bastante limitado e por isso não era uma profissão rentável e, não recebendo, consequentemente, atenção. E aí está um fato curioso: nesta época, a maioria das fileiras ocupadas eram compostas por mulheres. Isso mesmo, os pioneiros da computação no Brasil são mulheres. Mas porque o cenário se inverteu?

Ora, quando a tecnologia começou a se destacar, as mulheres foram ficando cada vez mais de lado, de forma que, com o tempo, tornou-se comum ao senso acreditar que é um curso “mais para homem”.

Normalizando mais frases como: “Mas não é melhor fazer administração?”, ou “Ah, mas homem leva mais jeito pra essas coisas”. E é por isso que se faz importante trabalhar a importância das mulheres na área.

Apesar dos apesares, temos mulheres que muito se destacam. A exemplo da Camila Fernandez Achutti, mestrada pelo Departamento de Ciências da Computação de São Paulo. Sendo bolsista de iniciação científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. E hoje é engenheira de software da Iridescent, non-profit americana de ensino de ciência e tecnologia para crianças e jovens.

Vale citar também a Isabel Pesce, “A Menina que Conquistou o Vale” por ser aprovada no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) aos 17 anos, e trabalhou no vale do Silício.

A importância das mulheres - números
Fonte: https://configr.com/blog/mulheres-mercado-ti/

Vamos aos números…

No Brasil…

No Brasil, Segundo o INEP, as mulheres representam apenas 15% dos alunos nas universidades em cursos de tecnologia e apenas 16% dos concluintes. Isto nos diz o quanto é importante trabalhar temas como estes e focar na importância das mulheres nas universidades e verificar o que causou e causa até hoje esse êxodo da área.

E no mundo.

Entre as décadas de 70 e 80, houve um um aumento significativo de 24%, sendo que antes elas compreendiam cerca de apenas 10% e passaram a representar 34% entre os profissionais da área.

Se pararmos para pensar nos esteriótipos  do programador, que é um cara gordo e antissocial. Aquele que fica o dia e a noite de frente para o computador, não falando com ninguém. O desajustado. E por isso dificulta associar isto a uma época em que o ramo fosse considerado “feminino”. Como vem nos explicar a professora do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciências da Computação da Colorado School of Mines, a Tracy Camp, exige atenção, persistência e perfeccionismo.

Entretanto, a partir de 1984, segundo o ISP (the incredible shrinking pipeline), as mulheres começaram a se afastar da computação. A mostra dos dados liberados por algumas empresas de renome do vale do Silício, como o Facebook, Google, Twitter e Apple. Atualmente as mulheres são apenas 30% dos funcionários de cargo técnico nessas empresas.

Já no ramo acadêmico, segundo o Instituto Anita Borg, as mulheres são apenas 18% dos alunos do curso de Ciências da Computação nos EUA .



A TotalCross entende a importância da mulher para o desenvolvimento da Tecnologia. Acreditamos que Engenharia e Ciências da Computação, Analise e desenvolvimento de Software e outros mais merecem ter mais participação feminina. A programação e a tecnologia em geral, trata de conseguir identificar um problema e resolve-lo.

Assim como nós, enxergamos um meio de resolver muitos problemas dos desenvolvedores nativos, precisa-se de gente para enxergar os problemas femininos e criar algo para ajudar. E quem melhor para conseguir ver isto do que uma mulher?

Esperamos que este artigo as encorajem, seja em empreender, começar a trabalhar ou ir estudar na área.

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